Criamos este espaço para apresentar alguns lugares que a nossa equipe e amigos tiveram a oportunidade de conhecer e acharam interessantes. O nosso intuito é de compartilhar as experiências, emoções e diversões adquiridas durante as suas viagens.
Este episódio é sobre Bangkok, Tailândia.


Conhecendo Tailândia

Algumas informações:
-Língua oficial: Tailandês
-Moeda: Baht (1 iene=3,47 Bahts)*Jun/2019
-Visto: brasileiros não precisam de visto até 30 dias, mas o passaporte precisa estar válido por pelo menos seis meses.

Importante!
A Tailândia exige o certificado de vacina de febre amarela para pessoas que passaram em áreas de risco recentemente. A vacina é eficaz apenas dez dias após a aplicação, por isso planeje-se com antecedência!

 

Voamos de Nagoya a Bangkok e iremos contar um pouco da experiência neste país


 

 

1o dia - Khao San Road

Chegamos ao aeroporto de Suvarnabhumi em Bangkok, de onde saem a maior parte dos voos internacionais convencionais. Na cidade ainda existe o aeroporto internacional de Dom Mueang, onde costumam sair os voos Low Cost (baixo custo). Desembarcamos no aeroporto à noite e fomos obrigados a passar pelo balcão de Controle Sanitário, obrigatório para portadores de passaportes de países considerados com risco de febre amarela, como o Brasil. Preenchemos o questionário com informações pessoais e de saúde, apresentamos o certificado internacional de vacinação de febre amarela e nos dirigimos aos balcões de Imigração. Lá recebemos um carimbo para estadia de 30 dias.

Logo na saída do aeroporto decidimos pegar um táxi ao hotel localizado no centro de Bangkok, a cerca de 30km. Prepare-se para começar a barganhar, pois tudo lá funciona assim, desde transportes a roupas, ou mesmo passeios turísticos. Os vendedores oferecem um produto com valor bem superior e o preço final sai depois de muita negociação... Muitas vezes o produto pode sair por menos de 1/4 do valor inicial! Uma dica ao pegar táxis é tentar encontrar o que utilizam taxímetros, mas nem todos os taxistas concordam.

Enfim, uma vez acertado o valor da corrida, fomos ao hotel deixar as malas e saímos para jantar. O hotel escolhido foi próximo à Khao San Road, popularmente conhecida como a “Rua dos Mochileiros”. É a localização perfeita para quem é jovem e deseja ficar no centro da agitação de Bangkok, onde muitos bares, restaurantes, casas noturnas e barraquinhas de comida estão localizadas. Ainda é possível também encontrar muitas lojinhas de roupas e casas de massagem tailandesa. Lá pagamos o equivalente a 1000 ienes por uma hora de massagem tailandesa, muito barato! Como o próprio nome diz, é nessa rua também onde os mochileiros costumam ficar hospedados pois há dezenas de opções de albergues e hotéis com preços bem em conta. Lá também você irá encontrar as famosas barraquinhas de espetinhos exóticos, como os de escorpião, aranha, cavalo-marinho, cobra e por aí vai. Decidimos experimentar o de escorpião que nos pareceu a melhor opção na hora.

 

 

2o dia - Visita aos templos da cidade

Saímos cedo do hotel à procura de um Tuk-Tuk que pudesse nos levar nos principais pontos turísticos próximos. Os Tuk-Tuks são triciclos com uma moto acoplada com uma carroceria de carro, podendo subir até dois passageiros mais o piloto. Esse tipo de transporte é extremamente popular em Bangkok, principalmente entre os turistas que desejam uma experiência diferente e com muita adrenalina, pois os pilotos se esgueiram por qualquer frestinha no trânsito louco de Bangkok. Não é exatamente o meio mais barato (muitas vezes táxis costumam sair até mais em conta), mas vale pela experiência. Só não se deixe enganar por eles, pois muitos ganham comissões de lojistas para ficarem parando contra a sua vontade em diversas lojas no caminho. O nosso ficou insistentemente querendo nos levar em lojas de ternos e de joias. Fica a dica.

Chamamos o tuk-tuk, indicando os locais desejados, e depois de negociar o preço partimos rumo ao nosso primeiro destino: o Wat Benchamabophit, ou conhecido como o Templo de Mármore. Como o próprio nome já diz, foi construído em 1899 inteiramente com Mármore de Carrara, trazido da Itália. Dentro do templo há um pátio interno com mais de 50 estátuas de Buda.

Após nossa rápida visita ao Templo de Mármore fomos visitar o Grand Palace, um grande complexo todo murado, que já foi a residência da família real da Tailândia e hoje serve para cerimônias religiosas e do governo.

Por ser um local considerado sagrado, o uso de calças e ombros cobertos para homens e mulheres em templos é obrigatório. A entrada do local também é bem rígida e fiscalizada pela polícia local, e todos os visitantes precisam apresentar passaporte ou identidade na entrada. Há diversos templos, jardins e áreas abertas, mas talvez o local mais importante de lá seja o Wat Phra Kaew, que é o Templo do Buda de Esmeralda. O Buda de Esmeralda é um Buda de cerca de 45cm talhado em Jade e vestido com roupas de ouro, e é a imagem budista mais importante da Tailândia.

O que mais chama atenção no complexo do Grande Palace é a arquitetura. Cada templo foi cuidadosamente construído com pequenos vitrais, espelhos e muito dourado, que dá o local o ar de imponência e abundância, dignos da morada do rei.


Bem próximo ao Grand Palace temos o Wat Pho, o Templo do Buda Reclinado, à uma distância que pode ser percorrida a pé. É um enorme templo com um gigante buda deitado com seus 46 metros de comprimento, 15 metros de altura, pés de 5 metros comprimento e todo coberto de ouro.

Após a visita aos templos o tuk-tuk nos levou até um local que aluga barcos para passeios no rio Chao Phraya, um dos mais importantes para Bangkok, tanto economicamente como para transporte de pessoas (sim, o transporte através de barcos é largamente utilizado na cidade). Às margens desse rio ficam hotéis luxuosos e é possível ver o Wat Arun, outro templo famoso em Bangkok, e um dos cartões postais mais bonitos da cidade.

O passeio durou cerca de 1hora, com direito a dar comida aos peixes, fazer compras de souvenirs no meio do rio com uma senhora dentro de um pequeno barquinho e conhecendo um pouco da parte mais florestal e ao lado de muitas casinhas palafitas dos locais com menor poder aquisitivo de Bangkok.

Na volta paramos no Wat Arun, o Templo do Amanhecer. Ele possui uma torre principal de cerca de 80 metros de altura, revestida com conchas e muita porcelana colorida, e cercado por outras torres menores, com jardins e muita escadaria, que dão um charme ao local.


 

 

3o dia - Rumo à cidade histórica de Ayutthaya

Contratamos um carro para ficar conosco por um dia inteiro e nos levar aos locais desejados. Definimos nosso roteiro e seguimos viagem rumo ao norte.

Nosso motorista nos levou a um local onde pudemos dar mamadeira aos filhotes de tigres, e depois tirar foto com os tigres adultos. Os tigres andam livremente por um grande espaço e é bem assustador estar ao lado de uma fera dessas, mas passamos a mão neles, tiramos dezenas de fotos e foi tudo bem tranquilo, e claro, sempre com o tratador ao nosso lado.

Em seguida seguimos viagem para o Maeklong Market, ou popularmente conhecido como Mercado do Trem. É de longe o mercado mais curioso que já conhecemos. As dezenas de barraquinhas vendendo frutas, legumes e outros produtos são montadas literalmente sobre os trilhos de uma ferrovia, e detalhe, o trem ainda opera várias vezes ao dia levando passageiros. De longe é possível ouvir o apito do trem se aproximando do mercado, e os ambulantes vão puxando suas tendas e recolhendo os produtos que estão expostos sobre os trilhos. Os frequentadores do mercado também precisam se espremer nas laterais do trilho até que ele passe. Uma vez que o trem vai embora tudo começa a ser montado novamente até o próximo trem, que opera de hora em hora.

Nossa próxima parada foi outro mercado bem famoso entre turistas, o mercado de Damnoen Saduak, um mercado flutuante. Contratamos o barco a motor e ele nos levou para uma volta de cerca de 1 hora neste curioso mercado. Existe absolutamente de tudo para vender lá, desde frutas a objetos de decoração para casa, bolsas, souvenirs, refeições típicas e até mesmo pessoas “vendendo” a chance de tirar fotos com cobras Píton! As lojas são montadas em palafitas nas margens do rio ou o vendedor vem remando até o seu barco. E a quantidade de pessoas e barcos é tão grande que chega a ter trânsito de barcos!

Aproveitamos para almoçar lá: encostamos nosso barco ao lado do restaurante, fizemos nosso pedido e seguimos comendo dentro do barco mesmo.

Do mercado fomos à um parque onde se localiza a Karen Long Neck Village, a pequena vila das mulheres-girafa. Lá tivemos a oportunidade de dar comida aos elefantes, podendo dar uma volta em um deles se quiser. Porém a experiência mais interessante do local é visitar a vila da tribo Karen das mulheres-girafa. Você provavelmente já deve ter visto reportagens sobre elas, que desde os cinco anos de idade são obrigadas a colocar aqueles pesadíssimos colares de argola (alguns chegam a pesar até 10kg) e que vão gradualmente aumentando a quantidade de anéis com o passar dos anos, e consequentemente o peso vai forçando o tronco para baixo, dando a impressão de possuírem um pescoço alongado.

A de Bangkok é uma pequena vila onde as mulheres-girafa basicamente sobrevivem da venda de artesanatos vendidos aos turistas, que tiram fotos com elas e em troca compram seus produtos. É uma mistura de sentimentos visitá-las, pois ao mesmo tempo que somos movidos pela curiosidade, ao mesmo tempo é incômodo saber sobre sua história de refugiadas de Myanmar e que tem pouco estudo, com pouca ou nenhuma ajuda do governo e que precisam literalmente sobreviver do turismo...


Por fim, nossa última parada do dia foi na famosa Ayutthaya. Ayutthaya é a antiga capital de Sião, atual Tailândia, e abriga as chamadas ruínas de templos de Ayutthaya e desde 1991 é considerada Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco.

Localizada a cerca de 80km ao norte de Bangkok, Ayutthaya também é conhecida como a “cidade dos Budas sem cabeça”, pois foi palco de inúmeras batalhas que culminaram com sua queda, e consequente destruição de 1.500 templos e a decapitação de 4.000 estátuas de budas, que representavam o símbolo máximo da religião budista.

Falando em cabeças, é lá em Ayutthaya que fica o templo Wat Maha That, e a famosa cabeça de Buda envolta nas raízes de uma árvore. E que não falta na cidade são templos, e todos muito belos, portanto escolher quais visitar não é tão fácil. Alguns são bem próximos uns aos outros, e outros nem tanto.

Em seguida fomos ao Wat Chai Watthanaram, o mais conhecido e mais visitado templo da cidade.

O último ponto foi o Wat Lokkayasutharam, outro Buda reclinado de 42 metros de comprimento, coberto com sua manta dourada.


 

 

4o dia – Compras e Sky bar

Separamos o nosso último dia para relaxar, conhecer a cidade de trem, fazer compras e relaxar num bar maravilhoso ao ar livre no topo de um dos hotéis mais altos de Bangkok. Nosso primeiro destino foi o Chatuchak Market, que embora um pouco distante de nosso hotel, foi bem fácil de se chegar.

Pegamos um barco expresso para atravessar o Rio Chao Phraya que nos deixou na estação de onde pegamos trem (conhecido entre os estrangeiros como BTS ou Sky Train) até a estação BTS Mochit, logo ao lado do mercado. Esse é o maior mercado a céu aberto da Tailândia e funciona apenas aos finais de semana. Na verdade, é uma mistura de lojinhas abarrotadas dentro de um galpão e outras centenas do lado de fora, e até na rua. E é muita, mas muita loja mesmo, e por vezes parece que estamos andando dentro de um labirinto de lojas. A melhor parte é que é tudo muito barato (lógico, após muita negociação), e aproveitamos para encher nossas malas com roupas, chinelos, lembrancinhas e doces para trazer ao Japão.

Do lado externo há muitas barraquinhas de comida típica, e experimentamos o Tom Yum Goong, parecido com o lámen japonês, mas com pimenta, toque de limão, coentro, e frutos do mar. Na Tailândia você irá perceber que a comida é assim, tudo junto e misturado criando um sabor inesquecível. E se você é fã de frutos do mar, aproveite, que na Tailândia quase tudo inclui frutos do mar.

Ah, e se você está pensando em passear pela cidade com uma cerveja na mão, tome cuidado! Não pode comprar bebidas alcóolicas em supermercados ou lojas de conveniências durante o dia. É proibido vender bebidas antes das 18h. Se quiser beber, precisa parar num barzinho e tomar por lá mesmo.

Ao sair de lá pegamos novamente o BTS para estação de Siam, o bairro dos Shoppings. Se tiver mais dinheiro para gastar esse é o lugar certo para você. É uma das partes mais modernas de Bangkok e onde ficam os Shoppings MBK Center, Siam Discovery, Siam Paragon, Central World e mais uma infinidade de lojas de marcas internacionais. Logicamente, um dia só é muito pouco para conhecer tudo...

Após as compras nos deslocamos até a estação de MRT Lumphini e andamos alguns metros até chegar ao hotel 5 estrelas Banyan Tree, cujo terraço se localiza o bar e restaurante Vertigo Grill and Moon Bar. É um restaurante/bar ao ar livre, com direito a DJ e muros transparentes para que possamos apreciar a vista da cidade de Bangkok. É um local sempre lotado, e fizemos a reserva com antecedência e tomamos cuidado também com a vestimenta. Só pessoas vestidas com roupa semi-formal são aceitas no bar, portanto nada de shorts, jeans rasgados, regatas, chinelos ou rasteirinhas. Assim que chegamos vimos uma turista sendo barrada por estar calçando rasteirinhas!

O ambiente é bem luxuoso, e os drinks vem acompanhados com alguns aperitivos, porém não é para qualquer bolso, uma vez que pagamos quase 2000 ienes por um único drink. E esse valor fica mais exorbitante ainda quando pensamos que tudo na Tailândia costuma ser bem baratinho, principalmente as refeições. Para se ter uma ideia, na rua dos mochileiros e no Chatuchak Market pagamos o equivalente a 500 ienes por uma refeição farta por pessoa...

Enfim... Fechamos a noite e a viagem com muito luxo!

 


 

 

 


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